6 de fevereiro de 2014

A Desolação de Smaug (e a minha)



O Hobbit – A Desolação de Smaug
Peter Jackson, 2013.


A preguiça de escrever é tanta que a review da segunda parte de O Hobbit sai só agora. Para quem não leu, a primeira esta nesse link.
Vou começar com o básico: eu gostei muito do filme. O problema é que, independentemente de qualquer erro/desgosto/problema, eu iria gostar. Assim como a maioria dos fãs de Tolkien, fiquei satisfeita com o trabalho do Peter Jackson na trilogia LOTR. Entretanto, estava receosa com as mudanças que ele propusera com O Hobbit, e não digo só pela Tauriel me recuso a falar mais dela, mas pelo Azog e Necromancer. A ideia de colocar as personagens da sociedade nos filmes era pra ser um presente para os fãs, assim como foi com o Frodo, e não com o propósito de alterar a história do jeito que foi alterada com o Legolas.
A magnitude de LOTR é tão grande, e consequentemente do mundo do Tolkien, que o romance da Arwen e Aragorn é secundário na história (nem secundário é, chega a ser terciário) e isso não impede ninguém de gostar! Portanto, é totalmente desnecessário criar um romance em O Hobbit, até porque já é de conhecimento prévio que não existe isso no livro.
Por falar no livro, é bacana do Peter Jackson explorar os apêndices e incluir no filme, O Hobbit é um livro curtíssimo que se lê em uma tarde - curtíssimo pelo número de páginas e pela simplicidade - já que é o livro de mais fácil leitura do Tolkien, e o filme deveria ser como tal. Três filmes não o torna curto.
Esse segundo filme foi totalmente criação do Peter porque ele tem, basicamente, o triângulo, Legolas sendo foda, Galdalf e Azog e depois Necromancer. Tudo isso era desnecessário e por mais que eu adore ter mais um ano ‘na Terra Média’, ele poderia ter feito em dois filmes e deixado a série mais ‘light’. Como, de novo, deveria ser.
Em contra partida, o Smaug tá espetacular. O fato do Peter ter colocado as expressões faciais do Benedict no dragão deu um tom de genialidade. Senti falta dos inúmeros diálogos que o Bilbo tem com ele, já que ele vai ‘visitar’ o dragão mais de uma vez. Do mesmo jeito, o Smaug supriu minhas expectativas.
Não irei me estender sobre a trilha sonora, a decisão de colocar a música do Ed Sheeran logo após o final foi genial e me deixou mais agoniada e ansiosa pelo próximo. Geralmente os créditos sobem com uma música instrumental e só quase ao seu término que começa a música tema do respectivo filme. Acho que deu uma ótima melodia de desespero. A trilha sonora na hora do elfos tá divina e é um espetáculo à parte. Falando sobre os elfos, Thranduil expressa a ganância e vaidade dos elfos que nunca antes fora explorado, ficou muito bom. Ver o Legolas mais imaturo também foi interessante e a cena do Gimli foi um ótimo easter egg para os fãs.
Aparentemente é um filme muito longo pra quem não é fã e, dentre os fãs, tiveram duas opiniões distintas. Peter foi ousado em gravar esse segundo filme e não acredito que tenha dado muito certo, mas isso é a minha opinião.
Em questão de Oscar, assim como As Duas Torres, esse não vai receber muito mérito, mas acredito fortemente que o terceiro, novamente, vai ser arrebatador.
Ainda espero que a terceira parte compense toda a minha insatisfação com esse segundo filme.



That’s all xx

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