2 de agosto de 2013

Por que ver os clássicos: julho



Como prometido e esperado, consegui assistir mais filmes nessas férias, embora não tanto quanto eu gostaria. Nunca estamos satisfeitos, mas pelo menos assistir alguns filmes que faziam décadas que queria ver e bom, mais comentários abaixo.

Apocalipse Now (idem) Francis Ford Coppola. 1979
Confesso que fiquei dividida com esse filme e por isso demorei tanto para assistir. Sei que é um clássico de guerra e esse era o motivo maior que me fazia querer assistir por outro lado, não gostei de Poderoso Chefão e não queria assistir outro filme do Coppola, Marlon Brando também não era um dos maiores estímulos, já que o acho muito metido e mimado. Bom, sem mais delongas, assisti. Adorei. Não sabia que Martin Sheen era pai do Charlie Sheen, pensei que fosse irmão ou algo do tipo, super choquei. E ele tá maravilhoso no filme. Fiquei meio decepcionada com o final porque queria saber mais o que aconteceu, mas não tira a excelência do filme!

Mephisto (idem) István Szabó. 1981. Ganhodor do Oscar de Melhor filme Estrangeiro.
Lembro-me muito bem do meu professor de história, Recco (saudades) comentando sobre esse filme durante uma das aulas. Desde então, queria assistir, mas existe a preguiça e só me deixou assistir agora. Confesso que esperei mais do filme pela sinopse que, milagrosamente, li. O monólogo do final foi bom, mas não achei tão espetacular. 

Começar de Novo (Volver a empezar) José Luis Garci. 1982. Ganhodor do Oscar de Melhor filme Estrangeiro.
É fillme de chorar”, meu irmão me alertou antes de começar o filme. Já fiquei preparada. O filme tem o assunto mais ‘chorante’ possível, mas não chorei tanto quanto pensei que ia (ou quanto meu irmão pensou). A história é belíssima, vale a pena assistir.

Preto e Branco em Cores (Noirs e Blancs em couleur) Jean-Jacques Annaud. 1976. Ganhodor do Oscar de Melhor filme Estrangeiro.
Meu irmão ficou fazendo propaganda desse filme e disse que eu precisava muito assistir devido ao tema (nós estávamos conversando sobre 1492). Achei que abordaram a temática de forma suave e, ao mesmo tempo, muito pertinente. Uma cena que me chocou pela sua genealidade é quando os colonizadores explicavam para os nativos sobre a superioridade racial com a ajuda de uma bicicleta. Eles alegaram que eles só conseguiam andar na máquina indecifrável, a bicicleta, porque eram brancos. O mais interessante (depende do ponto de vista) é que os nativos africanos aceitaram e ficaram maravilhados. O filme é recheado de cenas e alusões desse tipo. Super recomendo.

Quem tem medo de Virginia Woolf? (Who’s afraid of Virginia Woolf?) Mike Nichols. 1966
Há muito tempo, como sempre, queria assistir esse filme e, como estou preste a ler Virginia, decidi assistir pra ver se me empolgava. Minha opinião ficou dividida porque não me empolgou em nada, já que a referência à Virginia é pequeníssima (é só uma música de ninar). Em contrapartida, nunca tinha assistido um filme da Elizabeth Taylor e, embora este filme seja já na sua ‘velhice’, ela está simplesmente espetacular! Me dava arrepios com suas interpretações, ela toda louca e totalmente encarnada na personagem. Os diálogos com Richard Burton são excelentes e o final mais ainda.

A Pele que Habito (La Piel que Habito) Pedro Almodóvar. 2011
QUE FILME SENSACIONAL! Sem dúvidas, o melhor dessa lista de julho. Ouvi muito bem desse filme e mais ainda do Almodóvar, ainda não tinha assistido um filme dele e não poderia ter começado melhor. O mindfuck do final me deixou atordoada e fiquei com o estômago embrulhado durante muito tempo. Perturbador é a palavra. Não quero dizer mais, só digo que vale muito a pena.

Tudo sobre minha mãe (Tudo sobre mi madre) Pedro Almodóvar. 1999. Ganhodor do Oscar de Melhor filme Estrangeiro.
Emendo meu comentário de A Pele que Habito pra dizer que, como fiquei tão anestesiada com o filme, fui correndo assistir na mesma hora outro filme do Almodóvar. Escolhi esse por ter em casa e por ser o ganhador do Oscar de Melhor filme. Minha outra opção era Mulheres a beira de um ataque de nervos, mas escolhi esse e, de novo, não me arrependi. Não tive o mindfuck como no primeiro filme, mas é tão brilhante quanto!

Infelizmente, minhas férias acabaram, mas mal posso esperar por assistir outros filmes do Almodóvar e do Coppola! :D

That’s all xx

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