1 de fevereiro de 2013

“Zombies vs Unicorns”


Zombies won.



Este livro tem a temática genial e ótimos escritores. Queria ler o livro há muito tempo, mas nem sinal de traduzir para cá, então comprei no book depository. Após ter comprado, ouvi dizer que ia ser lançado pela Galera Record vida. Lei de Murphy à parte, o livro é detalhista. Primeiro, porque não tem título na capa, apenas um ícone representando o zumbi e um, o unicórnio, além disso, tem uma segunda capa com um desenho com uma carnificina entre os dois seres com direito a homens caídos e muito sangue. Este mesmo desenho foi escolhido para ser a capa brasileira, que até que é bonita, mas não sensacional como esta original. Além disso, há os detalhes da página, em cada um delas há um zumbi ou unicórnio, dependendo de que tema o conto se trata, assim, segundo a introdução, no unwary zombie fan will accidentally start reading a unicorn story or vice versa.

O livro é promissor, ainda mais para uma zombie fan como eu, e sabia que não me faria mudar para o Team Unicorn, mas não pensei que não fosse gostar dos contos desse tema. Como resenhar os doze contos seria exaustivo e deixaria extenso o post, decidi fazer só os contos de zumbis, e também porque não gostei muito deles. Embora não seja justo, minha nota final para o livro é extremamente positiva. Aliás, coletâneas são boas porque, se você não gostar de um conto, há sempre outro pronto para te agradar. 
Além disso, meu livro tá autografádo, como já mostrei aqui, mas tirei outra foto:
She's right!

Love Will Tear Us Apart by Alaya Dawn Johnson
O título é nome de uma música da Joy Division e as referências as bandas dentro do conto não param por aí. Nem preciso dizer que não entendi nenhuma. Fora isso, o conto é sobre Grayson que, além de ser um zumbi tentando se passar como uma pessoa normal na escola graças a um remédio que fizeram chamado prion, ele é gay e tenta descobrir as reais intenções de Jack, outro aluno jogador de futebol americano. Ele tem infinitas dúvidas se quer comê-lo ou, bem, comê-lo HAHAHAHAHAHA ok, piada horrível. A história se complica quando Gray vai pra casa de Jack e encontram com seu pai que é um ex-C.I.A e sem simpatia nenhuma que é apelidado por Gray de Ice man. Acredito que se a história tivesse virado um livro seria muito dramática com todos os dilemas de Gray, entretanto o conto permite ter a dose certa. Não conheço essa escritora, mas adorei Love Will Tear us Apart.

Bougainvillea by Carrie Ryan
O cenário dessa história me lembrou muito o de The Walking Dead, mais precisamente o mundo que o Governador criou. Aqui também tem um homem que se auto denomina governador, pois ele conseguiu reconstruir uma sociedade após o apocalipce zumbi em uma ilha do Caribe chamado Curaçao. O conto inteiro é separado por before e now, onde retratam a vida de Isa, filha do governador. Isa é nossa protagonista e confesso que todo esse vai-e-vem na história me deixou confusa e me fez demorar para realmente entender a história. Os zumbis são chamados de mudo e há um tipo de evolução chamado lihémorto, que correm, tipo Resident Evil, sabe? Os zumbis dos três vídeo-games são lerdos e depois aparece os Las plagas no 4 que correm, atacam e até falam “de tras de ti imbecil” HAHAHAHAHAHA
Voltando, Isa tem consciência que seu pai ditou suas próprias regras e nem todas são justas e o caos restaura quando esses lihémorto aparecem novamente na ilha. Todo o ambiente me lembrou de The Walking Dead então não achei muito criativo e/ou fascinante. Além disso, teve a confusão da história, enfim, foi a história mais longa do livro e achei boring.
P.S. O conto seria menos chato e mais cópia de The Walking Dead se não tivesse piratas. Sério, não entendi o propósito deles.

The Children of the Revolution by Margo Lanagan
Sofie foi viajar a Londres com seu namorado Franklin que agora ela sabe que é um idiota. Ela gasta todo seu dinheiro para acompanhá-lo nessa viagem porque, mesmo ele sendo rico, se recusou a pagar para ela. Após duas semanas, ele simplesmente a larga porque o lugar que eles estavam não tinha maconha, agora ela está sozinha e sem dinheiro. Por questão de orgulho, Sofie não procura seus pais, ao invés disso, procura um emprego. Um homem local a aconselha a ir trabalhar como babá e ela vai. O lugar é afastado da cidade e enorme, não demora muito para Sofie descobrir que trabalhará para uma famosa atriz mãe de cinco filhos. Até aqui, tudo bem, mas Sofie logo percebe que as crianças não são normais, quase não completam uma palavra, babam, tem lábios secos e tem uma cor particularmente diferente, isso sem contar a comida que comem e como o fazem. Sofie percebe que tem algo de anormal nas crianças, mas como é bem paga e não tem para onde ir, decide ficar. A história é simples, sem contexto que necessita de complexas explicações ou algo do tipo. Simples.

Inoculata by Scott Westerfeld
No primeiro minuto de leitura desse conto, lembrei-me de “Day of the Dead”, de George Romero, com toda essa história de estar seguro - e ao mesmo tempo preso - por uma fortaleza de arame. Não consigo imaginar algo mais desesperador em um apocalipse zumbi que essa. Além disso, tem também a presença de um doutor que, para muitos, é a salvação. Embora o cenário seja muito semelhante, a abordagem é extremamente diferente mas igualmente fantásticas: em Romero, o doutor busca disciplinar um zumbi e, ao obter sucesso, se enche de esperança para o fim desse apocalipse zumbi, mas claro que muitos são contra; em Westerfeld, Kalyn é acidentalmente mordida, mas ao contrário do visto e esperando, ela não se transforma. Depois de um mês, ela imagina que o vírus se adaptara em diversos zumbis até o estágio que esta agora, não infectando-a da mesma maneira. Kalyn não só não virou zumbi como se sente diferente, sua visão tá aguçada, não sente mais fome e não é mais percebida pelos zumbis. Ela decide compartilhar seu sangue com Allison, nossa narradora, e é a partir desse fato que nos direciona ao incrível final que, se alguém quer saber, daria pra filosofar muito a respeito. Scott deveria continuar escrevendo algo com o mesmo ideal, porque é simplesmente genial.
Quote: “If we wait too much longer, we’ll have to walk out shooting.
And bullets aren’t forever.”
Bullets are not forever indeed.

Cold Hands by Cassandra Claire
A cidade é Lychgate e, por alguma razão inexplicável, é amaldiçoada. Bem, depende do ponto de vista. Esta é a única cidade que os mortos conseguem ressucitar. Eles são inofensivos, não mordem ninguém e se apegam aos seus parentes e amigos próximos, seguindo-os para onde forem. Devido a isso, a cidade é fechada, nenhum habitante pode sair do lugar já que levaria consigo uma renca de mortos. Como não há lugar para ficarem, eles trabalham e cooperam com a cidade de maneiras diversas e simples como, por exemplo, vendendo flores. Mesmo eles estando entre os vivos, ninguém os dá atenção. Este é o cenário que, sinceramente, me agradou muito. A história é sóbre Adele (who sets fires in the rain) e seu namorado James, sobrinho do duque da cidade (é, é duque). A história se passa muito rápido, mesmo se tratando de um conto, então não sei o que é spoiler ou não. Bom, James morre e Adele fica no desespero se ele irá ressucitar ou não, já que não é uma regra; e, principalmente, quem o assassinou. Creio que é a minha história favorita do livro inteiro, o que me impressiona porque sempre tive preconceito com Cassandra Claire.

Prom Night by Libba Bray
Este foi o ultimo conto zumbi (e do livro) por ser pós-apocaliptico. Houve uma guerra contra os undead e os pais dos protagonistas e, mesmo eles vencendo, acabaram infectados, então a próxima geração (=filhos) decidiu expulsar seus pais, agora zumbis, para o deserto, causando contradição entre os que sobraram, pois alguns não acharam juntos. Eles tentam viver da melhor maneira na cidade, Tahmina e Jeff são os policiais da cidade por default, já que não há mais ninguém disponível. É Prom Night e Tahmina não quer aproveitar a noite, pois é seu dever vigiar os undead. A diferença desse conto todo é que todos estão infectados e é questão de tempo para se tornar um zumbi, então todos ficam na alerta. Não gostei do final, quer dizer, é aquela situação que você fica orfã da história, sedendo por mais.
Yoshi *-*

Para fechar, em geral, amei o livro! Por mais que a temática seja a mesma, nenhum dos autores usaram a palavra zombies. Achei isso genial e mostra como eles são versátis. Quero mais história de zumbis!

Bônus:
Princess Prettypants by Meg Cabot
Meg tem um jeito único de escrever, tão único que não precisei ler mais que uma página pra identificar seu estilo. Aparte do título que tem tudo a ver com a escritora, a história é típica, mas não clichê. Meg adora intercalar narrador-personagem e nesse conto não é diferente, Liz está prestes a comemorar seu décimo sétimo aniversário, entretanto isto não é sinônimo de grandes festas já que quem se encarrega disso é Kate, garota da mesma escola que faz aniversário no mesmo dia que ela e organiza todo ano uma festa enorme, fazendo com que todo mundo vá exceto por Liz, porque não é convidada. Embora Liz achasse que seu aniversário se resumiria apenas a uma festa não-tão-surpresa com a temática de High School Musical organizada pelos pais, ela estava enganada. Uma tia distante manda de presente um unicórnio. É, um unicórnio chamado Princess Prettypants. Como toda adolescente, Liz não demonstra muito entusiasmo com um presente que até um segundo atrás não existia, mas é claro que muitas das opiniões de Liz mudarão ao longo do conto, inclusive em relação ao cara de que ela gosta. O conto é muito fofo, descontraído e fácil de ler, mas bom, são conclusões que já davam pra ser feitas só pelo nome da autora.

That’ all xx

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