3 de fevereiro de 2013

Por que ver os clássicos: Janeiro



Embora a meta seja dois filmes, assisto mais do que isso ao contrário do Jeff.  Principalmente esse mês, que assisti onze so-called­ clássicos já que estava de férias e fiz uma pequena maratona com meu irmão dos ganhadores do Oscar de melhor filme estrangeiro. Meu irmão diz que eu tenho preconceito com filmes que não falam inglês e é verdade, tô tentando reparar isso. Sem mais delongas, os clássicos assistidos em janeiro foram:

Nascido para Matar (Full Metal Jacket) Stanley Kubrick, 1987.
Eu tava louca para assistir esse filme e meu irmão ganhou de amigo secreto ano passado, como mostrei aqui. Não é à toa que foi o primeiro filme que assisti em 2013. Gosto muito de filmes com cenário de guerra, mas não sou muito fã daqueles sobre a Guerra do Vietnã. Este foi uma exceção. O filme é dividido em duas partes e a primeira é a mais chocante, que ocorre na academia que prepara os fuzileiros. Toda hora que o sargento aparecia e gritava com os soldados, meu irmão corria na sala para assistir e ficava contando histórias e mais histórias sobre atores/personagens. Interrupções à parte, o filme é sensacional.

A Dama Oculta (The Lady Vanishes) Alfred Hitchcock, 1938.
Hitchcock Todo filme dele é um presente para todos os fãs de Agatha Christie e este não é diferente. O plot foi copiado em tantos filmes que, após assistir este, percebi porque Hitchcock é o mestre do suspense. Uma velhinha some do trem e a protagonista tenta provar que não tá louca e que a velha existe. Isso me lembra de Plano de Voo e mais tantos outros filmes. Pode parecer clichê para gente agora, mas em nenhum momento o final foi previsível. 
Atenção: para quem não quer spoiler, não leia o plot do wikipédia

Sempre aos Domingos (Dimanches de Ville d’Avray) Serge Bourguignon, 1962. Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Confesso que a vontade para assistir esse filme era nula. NU-LA. Talvez seja por isso que me surpreendi por ter gostado tanto. É polêmico e o tipo de filme que gera conflito sobre o que de fato aconteceu, tipo A Origem que cada um tem sua opinião sobre o final. Eu e meu irmão tivemos opiniões opostas sobre o plot, mas ele disse que a maioria dos críticos concorda comigo. Fuck yeah

Em Busca do Ouro (The Gold Rush) Charles Chaplin, 1925.
Farei um post Charles Chaplin #2, já que fiz o #1 então escreverei mais lá, assim que assistir outros filmes dele. Mas para dar um sneak peak, o filme não é o melhor de diretor, muito pelo contrário, achei muito fraco em relação aos outros que já assisti. Claro, isso não é algo negativo, é só a expectativa que desde sempre acaba em decepção, não que eu possa chamar Em Busca do Ouro de decepção. Como todo filme de Chaplin, tem o toque de crítica e comédia na medida certa.



8 ½ Federico Fellini, 1963. Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Que.filme.é.esse. Há muito tempo queria assistir um filme do Fellini, em especial A Doce Vida, por ser o mais famoso, como esse tava na fila do meu irmão, assisti. Gente, nem sono define o que senti. Confesso que nem vi inteiro, sai da sala por um bom tempo e voltei no final porque meu irmão pensou que ia ficar legal, mas não ficou. Tenho quase certeza que será o primeiro e último filme do Fellini na minha watchlist. O lado bom é que consegui entender Nine.

Ontem, Hoje e Amanhã (Leri, Oggi, Domani) Vittorio De Sica, 1964. Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Não sei o que achar desse filme. É bom e, aparentemente, é um clássico na Itália. Mas não achei Oscar material, if you know what I mean. Não sei quais eram os filmes que estavam concorrendo e em nenhum momento achei ruim. Todos os preconceitos estereotipados nas mulheres em três diferentes épocas são muito bem descritos, só achei fraco. É, fraco é a palavra.

A Pequena Loja da Rua Principal (Obchod na Korze) Ján Kadár, Elmar Klos, 1965. Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Definitivamente, o melhor filme que assisti dessa lista! Daqueles filmes raríssimos com o cenário político polêmico com foco em algo pequeno e sensível que faz chorar ao final. Me lembrou Adeus, Lênin, filme que AMO! Para quem também curtir esse filme, procure A Pequena Loja da Rua Principal, mas com muita determinação, porque não é todo lugar que se encontra. Belíssimo, só digo isso.

Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky) Jirí Menzel, 1966. Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Acho que não entendi o propósito desse filme porque não gostei nem um pouco. O que, suponho, seja a cena principal foi, pra mim, banal. Não quero falar muito mal sobre o filme porque acho que não consegui entrar na vibe, sabe? Não significa necessariamente que seja ruim.

Gosto de Cereja (T’am e Guilass) Abbas Kiarostami, 1997. Ganhador do Palma de Ouro de melhor filme.
Por alguma razão, a conversa de ‘filmes que me fazem chorar’ veio numa noite no jantar e meu irmão disse: “você não pode assistir Gosto de Cereja”. Fui ver, óbvio. A verdade é que, além de não ter chorado, não fiquei com vontade. Minha frustração foi com o final e não contarei aqui. Meu irmão disse que tenho esteriótipo americano e é por isso que não gostei. Pode até ser, mas a culpa não é minha, já que isso foi introduzido na mente de todo mundo do Brasil (se não do mundo).

Deuses e Monstros (Gods and Monsters) Bill Condon, 1998.
Fiquei receosa se esse filme ia se encaixar nos clássicos, mas decidi colocar porque é considerado um dos melhores trabalhos de Ian McKellen, embora não seja um personagem que ele é conhecido já que, né, ele é Magneto e Gandalf. O filme é, basicamente, um diálogo entre Ian McKellen e Brendan Fraser sobre a carreira brilhante de diretor que a personagem de Ian teve; e, principalmente, sobre os rumores de homossexualismo ao redor dele. Os diálogos são ótimos, mas não agrada a maioria, tanto é que só ganhou um Oscar de melhor roteiro adaptado acho.


O Artista (The Artist) Michael Hazanavicius, 2011. Ganhador do Oscar de Melhor Filme.
Não me importei quando esse filme ganhou o Oscar porque não tinha nenhum ‘preferido’ nesse ano, também, né, filme de Woody Allen, A Árvore da Vida-que-faz-dormir, Cavalo de Guerra-que-faz-chorar, e os outros menos importantes. Fora tudo isso, após assistir, percebi o porquê esse filme ganhou. Só vou falar uma coisa: Merecidíssimo.

A lista de fevereiro será menor mas não menos interessante, pois estarei viajando. Só de observar o tamanho da lista, nem preciso dizer que criar metas ajuda a estimular, né? Façam o mesmo!

That’s all xx

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