23 de outubro de 2012

Parcerias Diretor + Ator

 Só pra esclarecer que não sou nenhuma crítica ou tenho algum estudo pra dizer/criticar/afirmar nada, esse blog tem o intuito de me fazer falar sozinha. A divagação de hoje é sobre as muito bem sucedidas parcerias entre diretor e ator. Citarei três, mas só um deles tenho conhecido de todas as obras. Bom, vamos começar por esse:

Tim Burton + Johnny Depp

Sou apaixonada pelos dois, na verdade três, se incluir Helena Bonham Carter. O primeiro filme que vi dos dois provavelmente foi “Edward Mãos de Tesoura”, embora sem nenhum pensamento crítico, já que era uma criança, Edward me encantou. Creio que a ideia do ‘horrível’ como o mocinho da história ganha o coração de todo mundo, basta lembrar de “A Bela e a Fera” e “Shrek”. “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” foi o segundo filme que vi e não deixou a desejar, claro. Lembro que fiquei com medo desse filme, mas infelizmente é só isso que lembro do filme, faz tanto tempo.
Não me recordo mais da ordem, mas bom, eu não perdia (e não perco) nenhum desenho que lança, e com “A Noiva Cadáver” não foi diferente. Me apaixonei por esse desenho, o estilo massinha de modelar kinda dark kinda cool é tão lindo. “O Estranho Mundo de Jack” é tão parecido que eu jurava de pé junto que foi dirigido pelo Tim também. Outro filme no mesmo estilo é “Coraline” Os três são incríveis! 


Voltando ao Tim, “A Fantástica Fábrica de Chocolate” não tem tão evidente a parceria Johnny + Helena porque os dois quase não atuam juntos (só o final), mas é claro a influencia de Tim nessa adaptação do livro do Roald Dahl, a maquiagem pesada nos olhos e a pela incrivelmente branca é tipo uma marca do diretor, né? Parece! Não vi a versão anterior do filme, então não posso afirmar que essa é melhor, mas é fato que adoro a vozinha do Johnny e os insights que adicionaram nessa versão, contando a história da infância dele (fato que não tem no livro). Fora que Charlie (Freddie Highmore) é um fofo e ele atuando com Johnny é sensacional, principalmente em “Em busca da Terra do Nunca”, outro filme imperdível do Johnny.
Creio que depois disso veio “Ed Wood”, cronologicamente o segundo filme da parceria dos dois. É irônico o fato de filmes preto e branco me desanimarem, mas todos que vi são excepcionalmente bons (“A Lista de Schlindler”; “Dr. Fantástico”; Charles Chaplin em geral). “Ed Wood” não foi diferente, demorei muito pra assistir mas quando o fiz, meu deus. Se não me engano, a história é real, é de um diretor em sua decadência. Como é super antigo, não sei muito a respeito, mas o personagem Ed Wood interpretado pelo Johnny é muito cômico. MUITO.

:O + LOL
Vou passar direto em “Sweeney Todd” porque já o mencionei num post de musicais, é meu musical favorito e não dá pra falar pouco, então prefiro deixar um
Conheço pessoas que não gostam de “Alice no País das Maravilhas”, acho que seria uma delas se não gostasse tanto do estilo dark do Tim. É verdade que destruíram o clássico de Lewis Carroll, É VERDADE! Mas por ser super fã de Tim, Johnny, Helena, Anne Hathaway e virei fã de Mia, consegui abstrair tudo isso e aproveitar bem a história. Diga-se de passagem de Anne tá incrivelmente linda nesse filme, mesmo com a maquiagem carregada. Linda.
Eu sei que acabei de falar que consegui ignorar muitas coisas por se tratar de um filme burtoniano, mas tem limite. E o limite se chama “Sombras da Noite”. O filme tem tudo, Johnny, Helena, maquiagem pesada, toque de comédia mas não convenceu. Talvez o assunto ‘vampiro’ esteja tão saturado ultimamente que, embora o filme saia de qualquer esteriótipo envolvendo o tema, cansa qualquer espectador. Fato é que fico na dúvida se não odiei por ser Tim ou se uma pequena parte de mim realmente gostou do filme. Não sei ainda.
“Dark Shadows” a parte, essa é a melhor parceria do cinema atualmente, na minha opinião.

Alfred Hitchcock + James Stewart


Eu tô começando a conhecer Hitchcock agora então não tenho muito conhecimento no assunto, mas não é segredo pra ninguém que ele é o Mestre do Suspense e é um dos mais injustiçados por não ter recebido o Oscar de melhor diretor. Mas bom, não importa, ele simplesmente não precisa disso. Dos quatro filmes que ele fez com James Stewart, assisti três, então não poderei comentar nada sobre “O Homem que Sabia Demais”, mas visto o histórico dos dois, não duvido que seja ótimo.
O primeiro filme dos dois que vi foi “Janela Indiscreta” e bom, é incrivelmente difícil atuar bem o filme inteiro em um único quarto, preso numa cadeira de rodas, mas Stewart consegue e muito bom. “Janela Indiscreta” é claramente o que influenciou “Paranoia” e mesmo o protagonista deste filme andar, ir até o jardim do cara que ele tá perseguindo e ter muito mais ação no final, não chega aos pés daquele. Aos pés.


Considerado o melhor filme do Hitchcock por muitos críticos (mas não pra minha humilde opinião), “Um Corpo que Cai” tem um enredo excelente e um final avassalador. A atuação de Stewart não me chamou tanto a atenção porque a história em si é chocante, então não precisa de muito pra você ficar ligado. Digo isso pensando em “Festim Diabólico”, o motivo desse post estar sendo criado. Minha vontade de ver “Festim Diabólico” veio quando eu e meu irmão estávamos folheando o livro “1001 para Ver Antes de Morrer” e ele me disse que foi rodado de uma vez, em apenas uma tomada (na verdade, foram oito, mas a troca de tomada passa despercebida). A história é de dois caras que assassinam um colega e escondem em um baú no meio da sala e dão uma festa no mesmo local em uma espécie de desafio a si mesmos. A história inteira se passa na sala com alguns convidados que, sinceramente, não fizeram nenhuma diferença pra mim exceto pela personagem de James Stewart que é o único que começa a desconfiar que algo tá errado. Hitchcock conseguiu escolher o papel perfeito pro Stewart fazer. Ele não precisou ser os dois principais, ele foi um incrível coadjuvante, tanto é que um dos cartazes que vi é ele, e não é pra menos, ele tá simplesmente brilhante nesse filme. 

Eu considero o melhor filme do Hitchcok que vi (foram poucos, mas tô trabalhando pra ver sua filmografia) e claro que Stewart tinha que fazer parte.

Martin Scorsese + Leonardo DiCaprio


Pra fechar, um ator que não conquistou meu amor, mas acho foda a maioria dos filmes que ele faz. Leonardo DiCaprio tinha tudo pra, após “Titanic” virar um ídolo teen e fazer comédia romântica, mas não, ele trabalhou com os tops do cinema (Tom Hanks, Steve Spielberg) e merece cada premiação que ganha. O primeiro filme da parceria e provavelmente o primeiro que vi é “Gangues de Nova York”, a parte da trilha sonora linda de “Hands that Built America” do U2, é muito bom. Cheio de tensão, palavra que usarei muito pra descrever os próximos filmes, você não sabe pra quem vai torcer, pro que você esperar acontecer, pra nada, você não tem a mínima noção do que vai acontecer no final e isso é uma das características que faz um filme ser bom. Todas as coisas que falei desse filme podem, e devem, ser repetidas para “Os Infiltrados”, sou muito fã de Jack Nicholson e ele tá excepcional. Filme cheio, mas cheio mesmo, de reviravoltas e é impossível prever o final.  Merecido o Oscar de melhor filme, com certeza. Ao contrário, na minha opinião, de “O Aviador” que ganhou Globo de Ouro e teve ótimas críticas até onde posso lembrar. Não sei se é a história que não me interessa nem um pouco, mas o filme simplesmente não me agradou. Lembro que via as cenas do Jude Law, mas não sabia exatamente o que ele tava fazendo ali.  Pra mim ele tava perdido na história do louco fissurado diretor interpretado pelo DiCaprio. Pra mim.
Na minha opinião, o melhor filme da parceria Scorsese + DiCaprio, “Ilha do Medo” é a definição de tensão. Gosto muito de filme que o narrador é louco e começa a ver coisas ou ele começa a ver como as coisas realmente são e aí fazem todo mundo pensar que ele é louco. Esse jogo com psicológico e que requer muito a desconfiança do expectador é desafiador e eu gosto muito, deve ser por isso que gosto de Agatha Christie, sei lá. Fato é que eu mudava de ideia a respeito da ‘verdade’ no filme a todo minuto, ficava do lado do DiCaprio, achava que ele era louco mesmo, mudava pro lado dele e assim ia. Fiquei tão fissurada nisso que quando revelaram a verdade verdadeira, eu pensei: ‘aham, é isso que querem que a gente ache’e aí acabou e eu pensei “sem graça, tava a fim de mais uma última reviravolta” HAHAHAHA Mas depois que você pensa no filme, meu deus, é muito bom!

Tensão

Bom, e é assim que termino esse post, quero mais filmes Burton + Depp, Scorsese + DiCaprio e ver o último que falta de Hitchcock + Stewart.

That’s all x


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