24 de setembro de 2012

Incômodo.

Estava eu discutindo com meu irmão na ida ao aniversário da minha tia em Tatuí. Estavámos conversando sobre filmes até que o assunto Hitchcock apareceu. Contei que assisti “Os Pássaros” e não gostei. Na semana da pátria assisti a temporada inteira de American Horror Story como tinha decidido com o Jeff, então tava na vibe de suspense. Como Hitchcock é conhecido como o mestre do suspense, peguei dois filmes dele pra assistir – Os Pássaros e Janela Indiscreta – na sequência assisti também “O Bebê de Rosemary”, mas esse não vem ao caso. 
Comecei vendo “Os Pássaros” e, ok, ok, não dá pra comparar os efeitos especiais da época, até porque esse filme foi indicado ao Oscar de efeitos então era bem moderno, mas os pássaros são verdes, mano! Verdes! Infelizmente não achei nenhuma foto dessa cena. Primeiro eu pensei que foi a remasterização mal feita, mas meu irmão me informou que esse filme foi lançado colorido, ao contrário do “Janela Indiscreta”.
E não só isso, mas o jeito que eles atacam as crianças, é de rir muito. 


Mas fora toda a produção, o enredo me deu um certo desconforto e até essa conversa com meu irmão não sabia o porquê. Eles simplesmente esperam a próxima ‘remessa’ de pássaros atacar a cidade, não faziam nada. Pensei que ia ter um pequeno contra ataque ou pelo menos uma defesa contra os pássaros, mas não.
Meu irmão me disse: “você não gostou do filme porque não entendeu. Sabe porque o filme é de pássaros? Porque o perigo vem de onde você menos espera, da surpresa. Te pega desprevenido e aí não tem como se defender”.
Confesso que depois que ele disse isso minha mente ampliou não foi mais a mesma! Eu realmente não tinha sacado a ideia de pássaros = comum = inesperado.

Mesmo assim, me incomodou a falta de reação no filme, mas acho que sou eu acostumada com filmes de ação modernos, do tipo que todo mundo se revolta com a situação que está, tipo “A Ilha”. Mas aí me vem a cabeça filme como “O Nevoeiro” que sei lá o que aparece na cidade e um grupo de pessoas se refugia em uma garagem (pelo o que me lembro). Aliás, que filme é esse, né? Mexe com o psicológico de todos os personagens de maneira surreal, tão surreal que no meio do filme eu deduzi que era baseado numa obra do Stephen King já que ele é o mestre desse assunto.
Voltando, lembrei-me também do conto do Cortázar que minha professora analisou ano passado chamado “Casa Tomada”, onde o casal sai da casa por ter algo estranho nela. Simplesmente saem, sem ao menos lutar pelo que é seu. Que saudade da Cleusa.
Aí cheguei a conclusão que as pessoas lidam diferentemente com o que os incomoda, com o ataque. E a única coisa que eu espero é ser do tipo que tenta mudar o que me incomoda e não o tipo que foge.
Sei lá, filosofias da vida.

That's all x

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